obrigado por sua visita........ricardo

TODOS OS TEXTOS ANTERIORES ESTÃO EM ORDEM ALFABÉTICA NO LADO DIREITO - É SÓ CLICAR

sexta-feira, 19 de setembro de 2014


 
SEMPRE PRONTO PARA PARTIR 

Gosto de viajar, conhecer novos lugares, pessoas e culturas.

Vejo navios como únicos que podem ir onde quiserem, pois os mares ligam o mundo todo, bastando apenas soltar amarras e partir.

Gosto também de me sentir assim, pronto para novos conhecimentos e vivencias que se acumularão com as que já vivi nestas sete décadas e meia.

Quantas mais me restam? Que maravilha não saber e tentar viver um momento de cada vez.

Estas cenas foram rascunhadas no Porto de Imbituba-SC logo ao lado de Garopaba e depois transportadas para três enormes painéis que estão disponíveis no ART3 no Morro da Vigia com minha neta Bárbara.

Medem cada 1.40 largura x 2.10m  de altura, formando um tríptico com total de 4.20 x 2.10m. 

Ricardo garopaba Blauth

quinta-feira, 18 de setembro de 2014




 
TRENS DA MINHA INFANCIA 

Nasci e cresci em Novo Hamburgo – RS há setenta e cinco anos que já se foram e deixaram na minha memória muitas imagens.

O trem movido a vapor, Maria Fumaça como os chamávamos, passavam  na esquina da rua em que morávamos e guri arteiro, eu corria para ver passar e sonhar viagens.

Artista que me tornei, coloquei em três grandes painéis ainda hoje disponíveis,  cenas de como eram em toda sua imponência e força.

Fale com minha neta Bárbara em GAROPABA-SC no Morro da Vigia eu mantém o ART3 aberto a visitação e poderá ver ao vivo um pouco da história neste tríptico.

 

Ricardo garopaba Blauth

quarta-feira, 17 de setembro de 2014



 
 
VIDA NA BOLEIA

ontem finalmente bala (minha filha Simone) e ita sairam com a land rover adesivada para colher fotos das estradas, caminhões e caminhoneiros do brasil para seu quinto livro .......eu e todos que admiram a dupla por seu desprendimento e amor pelo que fazem aguardam ansiosos o resultado .....boa viagem a "seis dois".....a torcida por voces é grande....pai, sogro, amigos e o mundo da fotografia estão felizes......
 
ricardo Garopaba blauth
 

terça-feira, 16 de setembro de 2014


 
TELAS MARINHAS
 

Amo Garopaba que conheci há mais de quarenta anos e onde plantei sementes que germinaram em propriedades que comprei e sobre as quais construi casas e atelier.

Garopaba é especial, já o sabe quem se entrega a ela e a curte com muito do passado ainda visível, como os barracos de pesca na ponta sul quase junto a igrejinha hoje tombada.

Estas telas, hoje em mão de colecionadores são algumas da série marinha. Poucas ainda restam comigo em Garopaba no ART3 que minha neta Bárbara mantém aberto e ativo no Morro da Vigia.

Vá um dia até lá e se encante com o que esta cidade marítima com suas dez praias tem a oferecer. Se já conhece retorne e se não vá logo que puder.

È um convite que faço com alegria a todos.

 

Ricardo garopaba Blauth

segunda-feira, 15 de setembro de 2014


 

COMO REENCONTREI A MIM MESMO

 

Reencontrei o que acreditava já ter perdido compartilhando meus sentimentos, experiências, vivencias, mas essencialmente querendo viver com alegrias e prazeres que a vida em comunhão com o cosmos tem a oferecer.

Colocar em palavras o que sinto e tem a necessidade de sair para o "mundo" tem me proporcionado forças extras para seguir em frente e realizar os meus sonhos, escritos na lista de "coisas a fazer antes de partir", ou melhor, antes que meu prazo de validade vença.

Escrever todos os dias e compartilhar tem exigido disciplinas que nem sempre consigo.

Como é fácil "fugir", postergar, protelar.

Como é gostoso, prazeroso saber que o amor continua vivo e conosco, bastando apenas acolher, querer.

Reencontrei e trago comigo a eterna criança que cada um de nós tem e que não devia perder nunca. Que eu sempre cuide dela mesmo quando aparentemente cheio de “coisas” que ”burrrocracias” exigem que se faça.

Ricardo garopaba Blauth

domingo, 14 de setembro de 2014


 
GAROPABA A NOITE 

A foto é de um amigão, morador do paraíso e eterno viajante, além de excelente fotografo,

Luiz Ávila alem disto é musico e um profissional requisitado apesar de aposentado.

Decidiu como muitos faze r de Garopaba sua morada e com a esposa viajar e fotografar.

Obrigado Luiz pela bela foto mostrando Garopaba a noite vista pelo lado norte. 

 

Ricardo garopaba Blauth

sexta-feira, 12 de setembro de 2014



 
TRANSFORMAÇÕES

Por quantas passamos durante o que nos cabe viver.

Sempre gostei de mudanças e de tentar crescer no processo.

Quando se alcança sete décadas de vivencias e em caminho para  mais, vale olhar para trás e ver o que fomos e  produzimos neste viver, principalmente o artístico.

Sempre gostei de borboletas e estas surgindo do meu imaginário certamente são superadas pelas vivas na natureza, mas as que pintei ficarão fixadas em acrílicas cores em painéis que espero,  estejam iluminando ambiente dos seus proprietários atuais.

Em mim ficou o imenso prazer da criação sabendo que,  talvez pinte muitas ainda se solicitado.

Gosto de desafios e quem sabe, um grande painel com muitas destas voando,  seja um que eu encare qualquer dia destes.

 

Ricardo garopaba Blauth

segunda-feira, 8 de setembro de 2014


AMOR É IMORTAL
 

domingo, 7 de setembro de 2014


 
DOMINGO
 
Estranho algo começando / no meio de paradas  / como acredito devem ser / os domingos

Amanhã / um inicio real / do que já começou / segundo dizem / mas não assim sinto

Domingo deve ser / dia de reunir / de visitar / de confrartenizar

Domingo / sempre será / para cada um / diferente

Domingo juntos / seres amados / fazem fim de semana perfeito / pronto para novo começar / até quem sabe / um novo domingo / encontrar / seres amando

 

Ricardo garopaba Blauth

sábado, 6 de setembro de 2014

 





 

VOANDO ACOMPANHADO


Outro dia li, não lembro mais onde “o amor não te coloca em gaiolas, ele te acompanha no vôo”

Gosto de “voar”. Acompanhado é ainda melhor.

Colocar sonhos onde merecem destaque transformando em projetos aquele que nos farão crescer. 

Gosto de conversar, interagir, compartilhar e ter companhia em nosso sonho, é fantástico.

Concordamos ?

Ricardo garopaba Blauth


 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014








EM EXECUÇÃO

Inquieto e ansioso o artista que mora dentro de mim, procura sempre algo onde pode dar vazão ao que vai no seu interior.

Ontem enquanto técnico fazia uma “faxina” no meus computadores voltei minha atenção a um projeto que estava há muito parado.

Logo que primeiros traços surgiram ansiedade diminuiu e atenção ficou voltada ao que surgia na minha frente.

Depois de pronta será uma obra interativa em que o expectador poderá trocar e virar parte das peças que a compõe, resultando aos poucos em nova visão que pode a qualquer momento voltar ao desenho original. 

Curioso estou em ver o resultado final. Será que haverá a interatividade esperada ? 

Sempre tive “alergia” a cartazes de “não toque”. Quero e gosto de ver obras sentindo texturas.

Registrando etapas posso ver mais tarde obra surgindo.

Ricardo garopaba Blauth


 (

quarta-feira, 3 de setembro de 2014


ELIZABETH ROSENFELD

 

Alemã chegou no Brasil ainda criança.

Viajou muito pelo mundo mas arte  e suas possibilidades sempre foi seu foco.

Adotou Gramado junto com seu casamento e ficou fascinada pelo mundo de madeiras que viu por aqui.

Treinou mão de obra local em moveis e artextil que levaram Gramado a ser conhecida nacionalmente.

Quase ao fim dos anos sessenta concebeu em madeira a estatueta que hoje é conhecida no mundo do cinema como Kikito.

Elizabeth foi um batalhadora tenaz pelo que fazia e treinar mão de obra local foi fundamental para que Gramado ser o que é hoje.

Mais de cinqüenta anos depois seus moveis e tecido naturalmente tingidos ainda existem e resistem ao tempo sem perder seus encantos.

O sofá e duas poltronas com seus estofados originais, design puro de Elizabeth Rosenfeld comprados lá no seu início, continuam intactos e fortes na nossa casa em Garopaba continuando a ser usados diariamente pela Sofia e Bárbara que lá estão morando mantendo nossa exposição e atelier abertos.

 

Ricardo garopaba Blauth

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

 
TELA, TINTAS, PINCÉIS


 juntos os três / com o prazer do fazer / se tornam presentes / retratando imagens / do imaginário / do que povoa minha mente / onde criança ainda mora

atelier improvisado / lona sobre mesa / da sala "de jantar" / da ...nova morada / recebe sobras / de tintas inquietas / que tentam fugir / para elas próprias criar / seus caminhos coloridos

outro tecido ao lado / serve de paleta / onde preparar cores / com misturas desejadas

no fim o resultado / sempre surpresa / para olhos que acordam / do sonho pintor


 ricardo Garopaba blauth

domingo, 31 de agosto de 2014






 
PINTANDO O PRESENTE

Quando se inicia uma nova vida escolhendo arte em todas suas formas como atividade é natural que surja naturalmente a necessidade de ter alguém a nos auxiliar.

Em 1987 passando a morar no alto do Morro de Dois Irmãos, ...construí lá não apenas um atelier com todo necessário para criar e o que minha inquietação pedia fosse produzido, mas também o auxilio inestimável de um guri filho da região e meu vizinho, que passou a fazer parte da minha vida artística.

Hoje, quase trinta anos depois, este guri já é pai e empresário de sucesso alem de atual proprietário da propriedade, presenteada à nossas filhas que a venderam a ele.

A tela acima será presenteada hoje à tarde a sua filha e esposa que festeja aniversário na propriedade onde comecei pra valer o que hoje sou.

Obrigado Leandro, Melisse e pequena Laura......

Nesta singela tela espero ter pintado o prazer e a alegria em ter vocês como amigos que amo.

Ricardo garopaba Blauth

sábado, 30 de agosto de 2014

ontem falei de um guerreiro ter encontrado nova casa onde encontrou paz e harmonia

hoje mostro o lugar onde agora está

um beijo de amigo se descobrirem que lugar é este onde repousa o guerreiro
...
está cercado de amor a arte por todos os lados.....veja , se puderem a parede ao fundo........

abraço amigo desde que também renasceu
 
 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014




EM NOVO LAR

encontrou casa amiga

para repousar

de muitas batalhas

lutou sempre

para alcançar

o lugar

que agora tem

 

Ricardo Garopaba Blauth

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

SENTINDO OS SINAIS

Desde que voltei a acreditar em anjos passei a sentir cada vez mais forte os "sinais" como os chamo.

Quem sabe seja o inverso, pois sentindo mais forte os sinais os anjos passaram a ser naturalmente normais na minha vida como já o eram na infância. Ou quem sabe por ter liberado totalmente minha criança interior a simplicidade voltou a fazer parte do meu viver.

Que coisa incrí...vel a sensação de se sentir "amparado" por algo que dentro de nós mesmo existe. Como não crer em anjos se eles existem. Ou melhor, se eles existem porque não neles confiar?

A sensação de ver o que chamo de sinais deve ser particular a cada um.

Tenho tentado cada vez, deles menos falar, pois para céticos, para aqueles que tem no TER em primeiro lugar, tais pensamentos devem ser frustrantes e portanto dispensáveis ou quem sabe, até perigosos.

Septuagenário, já muito vi e nada indica que meu prazo de validade vá vencer tão cedo. Então há que procurar valorizar o que se tem e como se os tem.

Leio muito, gosto de conversar, principalmente com quem possa acrescentar novos fatos aos meus saberes.

Gosto de interagir e compartilhar vivencias e experiências adquirida ao longo de mais de sete décadas.

É prazeroso e alegre tal fazer. Sinto então que os sinais ajudam a identificar trilhas a seguir, fornecendo segurança e tranquilidade no caminho de viver.

Existem "sinais" que ha muito "me perseguem" e curioso que sou me tornei mais atento sobre os eles.

Assim como agora os chamo. Sinais.

Hoje, cada vez mais aberto e sensível, começo a perceber que diferentes e novos sinais se me apresentam, proporcionando à meu viver nova realidade.

Sentindo os sinais, seguir em frente torna cada novo momento mais leve.

Sentindo os sinais, torna possível inclusive aceitar surrealidades e apesar delas ou por causa delas reconstruir o viver.

Ricardo Garopaba Blauth

terça-feira, 26 de agosto de 2014

 
TINGUELY

Em 1991, em Basel na Suíça onde estava realizando minha primeira exposição individual fora do Brasil, ouvi o nome deste escultor pela primeira vez.
Jean Tinguely.

“Jean Tinguely foi um escultor suíço. Foi um dos fundadores do No...uveau réalisme, um movimento artístico que elege os materiais e elementos derivados da realidade cotidiana, como os desperdícios” segundo o Wikipedia
.
Visitar o museu que leva seu nome e constatar ao vivo a realidade de quão pouco sabemos e nos é, ou foi ensinado nas escolas, foi um momento absolutamento fantástico. Estava dentro de um “templo” dedicado inteiramente às obras deste genio criador.

Coloque somente tinguely no google, chame as imagens e fica abismado.

Na praça principal de Basel está instalada uma escultura sua toda movimentada por agua e projetada de tal maneira que, quando no inverno tudo congela, a escultura vai parando aos pouco na medida do congelamento, até que se transforme em gelo a ultima gota a cair. Na primavera o processo se inverte e aos poucos a escultura recomeça a “viver” novamente.

Quando decidi ser artista para ter atividade que me mantivesse em movimento, sempre acreditei que a criatividade e não o dinheiro é que faz o nosso cerebro se manter vivo e nos fazer procurar sempre o prazer do fazer.

Tinguely. Meu espanto ao conhecer suas obras permanece até hoje.

Ricardo garopaba Blauth

sábado, 23 de agosto de 2014

SOBRE DIREITOS E DEVERES

ontem escrevi sobre obrigação de votar
motivado pelos comentários lembrei de algo que escrevi a mais tempo
repito o que postei na ocasião e repito o que acredito faltar no Brasil.....
EDUCAÇÃO JÁ..........
chega de "políticos" que se comportam como os alunos do texto abaixo

ESCRITORES DA LIBERDADE
...
Erin Gruwell. É o nome de uma professora norte americana. Como muitas pelo mundo a fora. Foi ser professora porque queria ensinar não pela grana que poderia ganhar, mas por amar fazê-lo. Existem centenas de outras profissões que financeiramente são melhores. Erin Gruwell começou seu primeiro dia de aula com o entusiasmo daqueles que amam o que fazem. Começou a lecionar numa escola de periferia de alunos pobres e problemáticos além de outros decididamente bagunceiros, pra disser o menos. Por isso que ao fim do primeiro dia de aula apesar de tremendamente frustrada, foi procurar uma alternativa para conseguir realizar seu sonho de ensinar. Erin Gruwell é uma pessoa real. Uma professora como milhares no mundo a fora que ama o que faz e que frente a um enorme problema não se abateu e foi a procura de alternativas. Sua história pode der lida em reportagens, livros ou vista num DVD chamado “OS ESCRITORES DA LIBERDADE”. Há muito que quero falar sobre seu trabalho e acredito que seu nome surgiu agora em que estou fazendo uma série de textos sobre gente que ama o que faz. Erin Gruwell é uma pessoa que ensina esperanças. Veja o filme e constate você mesmo. Hoje existe nos Estados Unidos a FREEDOM WRITERS FOUNDATION “Fundação dos Escritores da Liberdade” que surgiu depois que Erin ensinou a seus alunos a ter esperanças em si próprios, escrevendo seus problemas e então lutar para conseguir o que queriam. Confira e emocione-se.

http://www.freedomwritersfoundation.org/site/c.kqIXL2PFJtH/b.2286935/k.AD6E/About_Erin_Gruwell.htm

http://www.freedomwritersfoundation.org/

RICARDO garopaba BLAUTH

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

DIREITO, NUNCA IMPOSIÇÃO

 Há muito tempo atrás postei o texto abaixo.
Agora com setenta e cinco e já livre de obrigação de votar, vou voltar as urnas para exercer o que deveria se um direito, nunca uma imposição.
Porque vou exercer meu direito, você sabe porque...........

ELEITOR

 Sempre acreditei no direito que os cidadãos têm em escolher seus representantes, mas não sermos obrigados a votar.
Direito é correto, imposição não.
O titulo numero 16.008 emitido em 1962, que até hoje guardo como recordação me lembra de tempos em tempos disto.
“Ter que” é coisa que detesto e votar o é dos dezoito aos setenta anos.
Acho fantástico adolescentes poderem fazê-lo desde os dezesseis anos se o quiserem depois dos setenta poder continuar exercendo este direito enquanto vivos, já livres da imposição.

RICARDO garopaba BLAUTH

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

 
ESTUDO CERÂMICO

Pacientes pousaram / para serem fixadas / em placas cerâmicas / onde agora estão / tendo o mar a sua frente / dia e noite

Esmalte seco aceitou / ação dos meus dedos / riscando estes frutos do mar / que depois fogo queimou...
/ vitrificando o esmalte / ao calor / de mais de mil graus

Sol e chuvas / sobre eles agora agem / mas impávidos permanecem / guarnecendo local / onde foram fixados / guardiões / de um local de arte / na Vigia - Garopaba

Ricardo garopaba Blauth

quarta-feira, 20 de agosto de 2014


 
ESCULTURAS DE PAREDE

Obras modeladas em argila em grande formato e sobre ela fiz forma de gesso antes que o barro secasse completamente.

Gesso seco recebeu papel que reciclei apresentado o que havia no barro modelado. Depois de secos descolaram do gesso

Preparei suportes em mdf e sobre esta estrutura colei os papeis e os pintei com tinta acrílica mais areia finíssima.

O resultado está no meu acervo no apartamento em Porto Alegre.

As formas de gesso ficaram pesadíssimas e as coloquei na parede externa do atelier em Garopaba.....

Quem sabe fazemos algo assim nalgum local da sua casa ou empresa ?

Um abração gaúcho

Ricardo garopaba Blauth

terça-feira, 19 de agosto de 2014

 
PRIMEIRAS OBRAS

Em 1986 decidi fazer artes usando fotos de viagens. Era o ex- empresário acordando para o viver prazeroso. Como sou inquieto e ansioso, logo descobri que não precisava mais “trabalhar” e sim ter uma atividade que pudesse ex...ercer até que meu prazo de validade vencesse. Isto já faz vinte e oito anos.

Decidi pintar, colorir minha vida, ter um fazer alegre e cheio de prazeres.
A foto acima é uma das minhas primeiras obras desta fase.

Bárbara “salvou” a tela durante os quatro dias de despedida da Aldeia das Artes e a levou para Garopaba onde logo encontrou comprador.

Uma “relíquia” dos meus primeiros passos como artista plástico.

Fico feliz que estará por perto em casa de morador permanente de Garopaba.
Bárbara está trabalhando muito fazendo oficinas com adultos e crianças.

ART3, nossa exposição lá está aberta todos os dias com a Sofia, mãe da Bárbara pintando suas telas também.

Estive por lá por uma semana e fiquei feliz em ver a movimentação.

Ricardo garopaba Blauth

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

 
PALETA DE TELA PRETA

Outro dia, pronto para iniciar a pintura de uma tela sobre lona preta, não achei a minha paleta tradicional para colocar as acrílicas tintas.

Sem titubear rasguei um pedaço de lona igual a que ia pintar colocando ali ...as cores que precisava para trabalhar e terminar as obras que prometera para o dia seguinte.

Entrei madrugada adentro usando o pedaço de lona que improvisei de paleta e no dia seguinte vi sobre a mesa de trabalho a cena acima.

Cores primárias me atraem assim como a força que parecem transmitir, mais muito prazer e alegria.

A mesa da sala de jantar que improvisei de atelier está protegida de outra lona mais clara e hoje revela o quanto sobre ela já produzi.

Estou me adaptando a pintar diretamente na lona sem que esta esteja em bastidor o que me possibilita pintar telas grandes o que seria impossível se em bastidor estivesse a tela.

Minha pintura ultrapassa as bordas da lona que estou a trabalhar deixando assim na lona que protege a mesa vestígios coloridos.

Uma segunda vantagem. Estou conseguindo aos poucos dominar este novo jeito de pintar em espaço mais reduzido. Assim as obras prontas, independente dos tamanhos, podem ser enroladas e desta maneira serem facilmente transportadas, o que seria impossível se montadas em bastidores estivessem.

Aos poucos estou chegando onde quero. Pintar em qualquer espaço que me for destinado na futura viagem internacional que farei logo logo..........Enquanto isso pinto mandalas que estão me seduzindo e revelando suas energias.........

Aguardem........

Ricardo garopaba Blauth

sábado, 16 de agosto de 2014

 
 
CABEÇAS DO JOÃO
Ao reconstruir minha vida / primeiro lugar onde meti as mãos / foram nos barros / do mestre Caé Braga / no Museu do Trabalho / em Porto Alegre-rs

Ali tive momentos / que puseram minha cabeça atordoada / aos poucos no luga...r / modelando argilas / deixando dedos / comandarem ações

Um dos alunos do Caé / é João Klepsig / Que se achou / como artista / já com exposições individuais / fazendo cabeças / frutos da / sua mente criativa

Em bronze depois fundidas / receberam cores automotivas / também criativamente / pintadas

Mencionar amigos / que lá fiz / é revelar um tesouro / que prefiro / deixar vocês descobrirem / ao visitar uma terça a tarde / numa das aulas / do escultor maior / mestre Caé / e seus cavalos

Ricardo garopaba Blauth

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

PARA LER NA REDE

Não lembro mais quando foi a primeira vez que li palavras suas, mas a partir de então quis saber mais.

Elas vieram de presente dentro de três pequenas caixas de papelão cheias de folhas soltas onde estavam escritas.

Amarrava cada caixa uma fita de seda, como para que não fugissem e saíssem por ai fazendo traquinagens.

Desde então de tempos em tempos deixo que minha memória voe... e as leia com deleite.

Melhor a fazer a leitura de maneira mais relaxada possível, assim numa rede, como na imagem que uso para emoldurar o meu Face.

O mais incrível é que muitos ainda não tiveram o privilégio de colocar os olhos nalgum de seus escritos.

“Noventa por cento do que eu escrevo é invenção, só dez por cento é mentira”
Manoel de Barros não escreve em português, mas o “manuelês” para expor em cadernos que ele mesmo fabrica, onde a lápis toscamente apontados, coloca o que brota em sua mente.

O assunto me veio para aqui postar revendo pela enésima vez o DVD que por obras de magia me veio as mãos.

Manoel de Barros.

Sou um privilegiado por me deliciar com suas invenções e suas mentiras.


 Ricardo garopaba Blauth

quinta-feira, 14 de agosto de 2014



 
NOVOS AMIGOS DA ARTE

Em Garopaba no meu ex-atelier, novos amigos da arte estão convivendo com tintas e materiais diversos dando vazão aos estímulos que recebem da minha neta Bárbara e seu namorado Mohamed que lá estão com a exposição ART3 ...aberta e oficinas em atividade.

É prazeroso e estimulante ver suas feições serias fixadas nas lentes da digital e postadas no Face que ambos mantém.

Até as guardiãs das casas, Gaia, pastora alemã e Pogli, RPI (raça pura indefinida), já se renderam a convivência das aluninhas.

Vi alegria nas feições de seus pais e mães trazendo os pequeninhos para momentos de arte.

A tudo isto as minhas telas e desenhos ao fundo fazem cenário.

Nos dias em que lá estive antes de ir a São Paulo e Campinas, pude ver meu espaço sendo amplamente ocupado, inclusive por adultos em diversas modalidades artísticas.

Viva a arte de bem viver, não importam idades.


 Ricardo garopaba Blauth

quarta-feira, 13 de agosto de 2014


 
NO JARDIM

apoiado na base de um banco / beija flor em prato de cerâmica / busca energias aqui / ESPAÇO TERAPEUTICO DA LUZ

as terapias da Lia / Reiki / Cromoterapia / Cristais / Samantha Sai Sanqeevini / Fragrâncias Curativas / energizam o... lugar

beija flor / foi chamado / à beleza e energias / do novo espaço / em que a Lia / agora atende

assim como beija flor achou / também é fácil você chegar / Travessa Guaíba, 21 / centro de Esteio / logo após a praça / Coração de Maria

num espaço diferenciado / muita luz e energias / no meio da natureza / cercada de artes / a casinha de atendimento / espera você

quem convida / é seu amado / testemunha das forças / da terapeuta / e de seu amor / ao fazer de que é mestra

Ricardo garopaba Blauth

terça-feira, 12 de agosto de 2014

 
FOTOS - IMAGENS –VIAGENS
Quando se escolhe viver para aquilo que nos dá prazer o resultado final será sempre a alegria de viver, mais as conseqüências deste fazer.

Juntos a anos, o tempo já contando em décadas, dois amantes de viagens ...e fotografia já trilharam o mundo atrás de tudo que pudesse satisfazer os prazeres que ficaram fixados em imagens, desde o tempo da fotografia analógica, slides, até os tempos de hoje em que digitalmente fica o que vêem e clicam com suas potentes máquinas fotográficas.

Amante de imagens que sou além de pai e sogro sinto um frio de emoções percorrendo a espinha vendo o quarto livro de fotos sendo lançado, agora registrando com o coração locais que todos nós gaúchos e brasileiros conhecemos, a Serra Gaúcha.

Logo que terminarem os lançamentos deste livro “NO CORAÇÃO DA SERRA GAÚCHA” imediatamente partirão para capturar as imagens para os próximos dois novos projetos que resultarão em novos livros de fotos, Os temas serão ”estradas do Brasil” e “águas do Brasil”.

Sendo o quarto livro os três livros anteriores foram todos frutos de muitas estradas percorridas.

São “Imagens do Rio Grande do Sul”, ”Bem Brasil” e “Costa do Brasil”, todos vendendo bem e divulgando o amor destes dois por fotografia.

Vamos nos encontrar na Cultura. Terça, dia 12 as 19 hrs.

Ricardo Garopaba Blauth


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

COLECIONADOR DE IMAGENS


 Gosto de garimpar por ai e neste fazer vou encontrando e registrando imagens que gosto de armazenar, para quem sabe o que.

Imagens achei em livros da infância, em filmes da adolescência, em desenhos toscos que registrei, até chegar as fotos P&B onde as fixei com as químicas fotográficas brincando num quarto escuro de um laboratório.

No mundo onde a internet nos leva... a todos lugares que a curiosidade quiser, gosto de salvar coisas que num futuro podem enriquecer algum texto ou melhor, até provocar as palavras para que saiam e venham brincar conosco.

Colocar tudo onde possa encontrá-las quem sabe novamente um dia, causa surpresas quando as reencontro. Minhas antigas fotos e negativos sei lá onde foram parar.

Muitas imagens se perdem outras são levadas agora para telas em cores que gosto exuberantes.

Curioso nato sinto alegrias em imagens que me causem o prazer de viver. Palavras então surgem de algum lugar em que estavam e aparecem para que meus dedos as digitem no computador, que obediente o faz.

De tempos em tempos remexo e encontro várias que guardei e quando as reencontro me fazem sentir vivo por amar, por novamente aprender a ver nos anjos a confiança que distribuem graciosamente a quem neles acreditam.

Para um apreciador de imagens e cores, descobrir nova s em garimpagens aleatórias é gratificante.

Em tudo existe poesia e lixo. Separar e valorizar o belo aos nossos olhos nos leva a lugares que conduzem a outros e no meu caso a palavras que digito e compartilho.

Sou um eterno caçador de imagens, como já fui chamado e espero nunca perder o prazer de viver que agora reencontrei.

Ricardo garopaba Blauth


 dedico este texto a duas pessoas muito queridas.......Bala Blauth e Ita Kirsch, minha filha do meio e meu genro, incansáveis viajores e fotógrafos que estão lançando seu quarto livro de fotos........amanhã na Cultura de Porto Alegre.....

incansáveis no fazer prazeroso de viver para colecionar imagens e amigos aqui vai
um beijo de AMOR pra "seis dois"..........

sábado, 9 de agosto de 2014






 
MANDALAS & BORBOLETAS

 entre pedras e vegetação / foram repousar / mandalas e borboletas / sobre cerâmicas pintadas

as cores que receberam / sobre desenhos imaginários / são fruto do amor do fazer / do viver em paz / consigo mesmo


 estão na base / de lugar especial / para terapias / onde se sentem bem / recebendo e transmitindo paz


 Ricardo garopaba Blauth


sexta-feira, 8 de agosto de 2014


AMOR & AMOR

 

Onde os normais vêem caminhos cheios de folhas e flores caídas, o poeta  se sente pisando  sobre o que a ele foi estendido para melhor se locomover.

Onde os normais ouvem o mar batendo incessantemente na areia ou pedras o privilegiado escuta a natureza conversando consigo.

Onde os normais enxergam um beija flor buscando alimento no alimentador que lhe ensinaram a colocar na sua casa,  o poeta se sente visitado por cores, pairadas no ar,  imobilizado, numa fantasia  da natureza, por um amigo que vem lhe assegurar que vale viver.

Onde os normais procuram noticias sobre o que vai acontecendo pelo mundo, o poeta insiste em ser otimista buscando palavras e estímulos para  aquecer seus dias.

Onde os normais fazem sexo para saciar instintos, o poeta sente prazeres que espera não acabem nunca, encontrando e fortalecendo o amor na relação.

Onde normais se vestem segundo padrões que lhes são ditados, poetas simplificam e seguem instintos que trazem em si para se sentirem vivos e em relação duradora com o amar a vida.

Onde os normais usam  a palavra amor abusivamente, o  poeta quer colocar em cada gesto ato e som que de si sai  o que acredita verdadeiro e sublime.

Sentir que não é normal como a maioria o é pode em algum momento perturbar, até que rendendo-se ao amor a simplicidade nos faz viver.

 

Ricardo garopaba Blauth

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

 
GRAVURAS POCHOIR
Morando agora em Porto Alegre-RS, em enorme e antigo apto, consegui reunir lá uma obra representativa de cada uma das técnicas que utilizei para fazer arte.

Consegui trazer também para o apartamento uma grande embalagem especial que fiz onde tenho uma cópia de cada gravura na técnica de gravuras pochoir,

como é o caso da acima que acabou sendo a capa de um livro de poemas de... um autor já falecido.

O apto em pleno centro histórico é espero, minha ultima sede e sem ser dela proprietário ter toda segurança de viajar tranqüilo mundo afora tendo ninho me esperando quando quiser fazer pausas.

Qualquer hora destas faço uma boa coleção de fotos do local e do meu atual acervo e o apresento a vocês.

Tenho ainda algumas matrizes para gravuras pochoir que “achei” nas ultimas arrumações da Aldeia. Estão agora em Garopaba e espero fazer algumas poucas cópias, desta vez direto em telas para mais fácil armazenamento.

Das que tenho ainda em estoque autorizei minha neta preferida Bárbara ( o Matias é netooooooo) a fotografar, restaurar as que disto precisam e colocar na Internet a disposição de quem as queiram adquirir. A Bárbara está morando e atuando com seu namorado Mohamed no ART3 em Garopaba...

Tenho ainda dois grandes painéis começados e inacabados também em Garopaba. Espero terminá-los e que Bá as negocie.

Daqui em diante as eventuais e novas telas que pintarei serão sempre sem bastidores afim de que mesmo grandes possam ser facilmente transportáveis.

Abraços diretamente de Campinas-SP, do apto da minha querida mãe Elita.

Ricardo garopaba Blauth

terça-feira, 5 de agosto de 2014

ALGO AFLIGINDO A ALMA.

Leio todos os fins de semanas o que um amigo taxista escreve sobre suas experiências na profissão em que atua.

Alem de motorista é pianista e escritor de textos semanais dos quais já publicou dois livros.

Muitos já sabem que falo de Mauro de Castro, autor dos Taxitramas.

Pouco importa se os acontecimentos que escreve aconteceram ou não, ou caso positivo se foi em seu car...ro ou de um companheiro que lhe relatou. São deliciosos de ler e acompanho seus escritos há tempo e sou um privilegiado em conhecer Mauro e sua família pessoalmente.

Vá a www.taxitramas.com.br e leia o que publicou esta hoje, 03 ago. Duvido que não ficará também preocupado com algo “pesando na alma” de uma anciã, sua passageira.

Alma, segundo mauro pode carregar muita coisa e precisa de tempos em tentos ser libertada.

Mauro teve a sorte que a libertação da anciã não ocorreu enquanto estava em seu taxi...........rssrsrsrsr


 Ricardo garopaba Blauth

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PODER SUPERIOR DO AMOR
“a esperança é recuperada quando a pessoa se coloca nas mãos de um poder superior / eu não acredito em Deus respondeu a quem fora dito a frase / eu também não, mas confio no poder superior do amor, o amor que posso dar e que recebo disse o que falara a primeira frase”

O texto acima está na pagina 258 do ultimo livro de Isabel Allende que acabei de ler.

Acredito no que li ...neste livro de ficção e quis compartilhar.

O poder superior do amor.

Rendendo-me a ele reconstruí minha vida e espero poder ser sempre um portador permanente de energias que auxilie quem delas necessite.

Agradeço todos os momentos que agora estou vivendo.

O futuro que existirá quando chegar mostrará os frutos que agora semeio.

Ricardo Garopaba Blauth.......



 ps.: já estou em Garopaba novamente organizando papeladas para inventário......

domingo, 3 de agosto de 2014

VIAJAR
Estou em viagem visitando os meus e arejando mente necessariamente para seguir em frente.

Já a tempos lia pouco, chegando a pensar que perdera o prazer da leitura. Tudo voltou num repente na segunda passada quando na Cultura de São Paulo encontrei três livros que me seduziram.

Já estou no terço do primeiro, ultimo livro de Isabel Allende com quase quinhentas páginas. Diferente de tudo qu...e já escreveu até agora, “O JOGO DE RIPPER” está me prendendo na leitura. Adoro quando isso acontece.

Livros e cinema são atividades que me são prazerosas e talvez seja por isso que desde 2007 senti necessidade de escrever textos curtos, com facilidade que a mim espanta, pois muitos dizem que escrever lhes é difícil.

Viajar é possível nestas duas atividades, mas nada substitui a viagem física, geográfica, revisitando lugares e conhecendo novos.

Saudades da minha amada me acompanha e foi ela mesma que insistiu que eu não protelasse mais as visitas que estou fazendo. Obrigado querida Lia.

Obrigado Sofi, Bala, Nina, Mariana, Bárbara e Matias que estão sempre comigo em pensamentos.

Agora na casa da Mãe em Campinas estou me deliciando com as excelentes comidas por ela elaboradas. É encantador vê-la ir diariamente a um super especializado só em coisas de alimentação logo ao lado do fantástico condomínio onde mora.

Viajar, que eu nunca perca esta vontade, assim como ler, ser cinéfilo e gostar de interagir com novas pessoas que possam acrescentar ainda mais vida aos meus fazeres.

Amém........

Ricardo garopaba Blauth

sábado, 2 de agosto de 2014


DICK HOYT-UM PAI QUE NUNCA DESISTIU

Talvez você já sabe a respeito deste dois, pai e filho, neste caso pare por aqui.
 

Se nada sabe, acredito que você tenha se sinta recompensado ao conhecer a história destes dois excepcionais seres humanos.

Estou tentado a eu mesmo contar o que vi num extenso programa apresentado há muito tempo na SKY, mas pensando melhor cheguei a conclusão que vou reproduzir...
o que pesquisei e deixar você querer saber mais depois.

Então ai vai............
o texto é extenso, mas vale a pena.......

Ricardo garopaba Blauth



No meio de muitos atletas, um homem tem uma missão maior. Seu filho quer participar, e ele vai atender o desejo do filho. A essa altura, você deve estar cheio de perguntas, tentando entender e até acreditar nesta história. Esta é a história de um pai que nunca desistiu de lutar pela felicidade do filho.
Esta história de amor começou em Winchester, nos EUA, há 43 anos, quando Rick que é o mais velho dos três filhos de Dick Hoyt. Durante o parto, o cordão umbilical se enrolou no pescoço o estrangulando. Faltou oxigenação no cérebro, provocando uma lesão cerebral e danos irreversíveis. Incapacitado Rick de falar ou controlar os movimentos de seus braços e pernas. Parecia condenado.
Quando Rick tinha 9 meses, os médicos disseram: ‘Livre-se dele. É melhor interná-lo. Ele vai ser um vegetal o resto da vida’. Nós choramos, mas decidimos tratá-lo como uma criança normal. Ele é o centro das atenções e está sempre incluído em tudo”, conta Dick Hoyt.
Rick sempre teve amor, mas ninguém sabia até que ponto ele conseguia absorver e entender o que se passava a sua volta. Pai e mãe não desistiram, e com o passar do tempo perceberam que os olhos de Rick seguiam os dois pelo quarto. E aos 11 anos o levaram ao departamento de engenharia da Tufts University e perguntaram se havia algum jeito do garoto se comunicar.
- Não há jeito nenhum, disseram a Dick - Seu cérebro não tem atividade alguma.
“Mas aí nós pedimos para contarem uma piada, e Rick caiu na gargalhada. Eles, então, disseram que talvez haja algo aí dentro”, lembra Dick Hoyt.
Cientistas desenvolveram um sistema de comunicação para Rick. Com o movimento lateral da cabeça, o único que consegue controlar, ele poderia escolher letras que passavam pela tela e, assim, lentamente, escrever palavras.
“Ele tinha 12 anos, e todo mundo estava apostando quais seriam as primeiras palavras da vida dele. Seriam ‘Oi, pai!' ou 'Oi, mãe!’?. Que nada! Ele disse: ‘Go, Bruins’, uma frase de incentivo ao Boston Bruins, time de hóquei”, conta Dick Hoyt.
Rick participava de tudo. E foi assim que surgiu a idéia de correr.
“Um colega da escola sofreu acidente e ficou paralítico. Foi organizada uma corrida para arrecadar dinheiro para o tratamento. E Rick, através do computador, pediu: ‘Papai, Eu tenho que fazer algo por ele, eu quero participar. Tenho que mostrar para ele que a vida continua, mesmo que ele esteja paralisado. Eu quero participar da corrida’”, lembra Dick Hoyt. "
Eu tinha 40 anos e não era um atleta. Corria três vezes por semana, uns dois quilômetros, só para tentar manter o peso. Nós largamos no meio da galera, e todo mundo achou que a gente só ia até a primeira curva e ia voltar. Mas nós fizemos a prova inteirinha, chegando quase em último, mas não em último. Ao cruzarmos a linha de chegada, Rick tinha o maior sorriso que você já viu. "Ao completar a prova após 8 km, durante duas semanas fiquei com dores no corpo inteiro, naquela vez eu fui o inválido." Quando chegamos em casa, ele me disse, através do computador: ‘Pai, durante a corrida, eu sinto como se minha deficiência desaparecesse’. Ele se chamou de 'pássaro livre', porque então estava livre para correr e competir com todo mundo”.
O que Rick disse mudou a vida de Dick. Ele ficou obcecado por dar a Rick essa sensação quantas vezes pudesse. Começou a se dedicar tanto para entrar em forma que ele e Rick estavam prontos para tentar a Maratona de Boston em 1979. Mas a recepção não foi boa.
“Ninguém falava com a gente, ninguém nos queria na corrida. Famílias de outros deficientes me escreviam e estavam com raiva de mim. Perguntavam: 'O que você está fazendo? Procurando a glória pra você?'. O que eles não sabiam é que Rick é que me empurrava para todas as corridas”, conta Dick Hoyt.
E contra todos, eles foram em frente. Um ano depois, participaram da primeira maratona. Cinco anos mais tarde, veio a idéia do triatlo. Mas, para fazer triatlo com seu filho, Dick Hoyt tinha uma série de problemas para resolver.
Primeiro: equipamento. Não existia nada parecido no mercado. Todo o material de competição teve que ser desenvolvido. E a cada competição, Dick Hoyt tinha que chegar mais cedo para montar tudo.
Mas Dick Hoyt tinha um problema muito maior a resolver para poder fazer triatlo com o filho. Uma coisinha básica: ele não sabia nadar. Mudou-se para uma casa à beira de um lago e foi.
“Nunca vou esquecer o primeiro dia. Eu me joguei no lago e adivinha: afundei. Mas todo dia eu chegava do trabalho e tentava ir um pouquinho mais longe”, conta Dick Hoyt.
Entre o primeiro dia no lago e o primeiro triatlo, foram apenas nove meses. A questão da natação estava resolvida, mas Dick Hoyt ainda tinha mais uma dificuldade pela frente: já fazia um certo tempo que ele não montava numa bicicleta – desde os 6 anos de idade.
O ciclismo é a parte mais difícil para os Hoyt. A bicicleta deles é quase seis vezes mais pesada que a dos outros, sem contar o peso de Rick. Na subida, isso fica claro.
“Ninguém me ensinou a nadar, a pedalar ou a correr como um atleta. Nós simplesmente fizemos. Do nosso jeito”, comenta Dick Hoyt.
Do jeito deles, pai e filho enfrentaram os mais incríveis desafios. O mais impressionante: o Iron Man, no Havaí, o mais duro dos triatlos. São 3,8 mil metros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e uma maratona inteira no fim: 42,195 quilômetros de corrida em mais de 13 horas de um esforço sobre-humano.
Deve ser demais alguém nos seus 25 anos de idade ser ultrapassado por um velho rebocando um adulto em um barquinho. E porque então Dick não competia sozinho?
"De jeito nenhum - diz Dick. Faço isso apenas pela sensação que Rick pode ter e demonstrar com seu grande sorriso enquanto corremos, nadamos e pedalamos juntos".
Dick e Rick venceram a desconfiança. Hoje são queridos onde chegam. Recebem incentivos dos outros competidores a todo instante e até agradecimentos.
Desde 1980, foram seis edições de Iron Man, 66 maratonas e competições de diversos tipos. Pai e filho completaram 975 provas juntos. Jamais abandonaram uma sequer e nunca chegaram em último lugar. Eles têm orgulho de dizer: “Chegamos perto do último, mas nunca em último”. Sempre com o mesmo final apoteótico: público comovido, braços abertos e aquele mesmo sorriso enorme na linha de chegada.
Atualmente, Rick tem 46 anos. Com o movimento da cabeça, escreve no computador frases que serão faladas por um sintetizador de voz. É um homem bem-humorado. “As pessoas, às vezes, ficam olhando para mim. Eu espero que seja porque eu estou muito bonito”, brinca.
Rick formou-se em educação especial na Universidade de Boston. “Não dá para descrever a felicidade no dia da formatura. Foi minha maior realização. Eu mostrei para as pessoas que elas não têm que sentar e esperar a vida passar”, comenta.
Hoje ele não mora mais com o pai. Mora sozinho, com a ajuda de pessoas contratadas para dar assistência. E se você fica dois minutos com Rick, jamais vai esquecer o seu sorriso.
“Ele é muito, muito, muito feliz. Provavelmente, mais feliz do que 95% da população”, afirma o pai, Dick Hoyt, que escreveu um livro e criou uma fundação para ajudar outras pessoas com paralisia cerebral. Hoje o superpai tem 68 anos e impressiona pelo vigor que continua apresentando.
Aos 52, empurrando Rick, conseguiu o incrível tempo de 2h40m na Maratona de Boston, pouco mais de meia hora acima do recorde mundial. Marca excelente para um amador, sensacional para uma pessoa dessa idade e inacreditável para quem corre empurrando uma cadeira de rodas.
“Já me disseram para competir sozinho, mas eu não faço nada sozinho. Nós começamos como um time e é assim que vai ser. O que importa para mim é estar aqui e competindo ao lado do Rick”, afirma Dick Hoyt.
Por isso, eles se chamam “Team Hoyt” – o time Hoyt, a equipe Hoyt. Pai e filho, inseparáveis. Richard Eugene Hoyt e Richard Eugene Hoyt Junior: uma mensagem viva para o mundo. Pai e filho ambos, salvaram a vida um do outro, pois a alguns anos, Dick teve um leve ataque cardíaco durante uma corrida. Os médicos disseram que uma de suas artérias estava 95% entupida, e que se não tivesse se dedicado para entrar em forma, provavelmente já teria morrido a uns 15 anos antes.
“Nossa mensagem é: 'Sim, você pode'. Não há, no nosso vocabulário, a palavra ‘impossível’. Esse é o nosso lema. E nós continuaremos com ele até o fim”, garante Dick Hoyt.
No dia dos pais Rick queria pagar um jantar para seu pai, mas o que ele desejava mesmo era algo que ninguém poderia fazer nem comprar.
- EU GOSTARIA - digita Rick - DE UM DIA PODER EMPURRAR MEU PAI NA CADEIRA PELO MENOS UMA VEZ.